

Ser revendedora não é só vender. É criar relações, autoestima e liberdade — e já está a transformar a vida de milhares de mulheres.

Há quem comece por curiosidade, quem o faça por necessidade ou até por um simples gosto por produtos de beleza. Mas rapidamente percebe-se que ser revendedora não é só vender: é um caminho inesperado para a independência, a autoestima e até uma transformação pessoal profunda.
Em Portugal, há cada vez mais mulheres a aderir a este modelo de negócio, com marcas como a Oriflame, Avon ou Boticário.
O que no início parece ser apenas uma forma de ganhar um rendimento extra torna-se, para muitas, numa verdadeira paixão — e numa fonte de orgulho.
Esqueça os estereótipos. As novas revendedoras são dinâmicas, digitais, próximas e muito mais do que vendedoras de catálogo. São conselheiras, influencers em pequena escala e, acima de tudo, mulheres que inspiram outras mulheres.
O que diferencia esta atividade de outras formas de trabalho por conta própria é o contacto direto com as clientes — que muitas vezes acabam por se tornar amigas.
Cada sugestão de produto vem acompanhada de uma história pessoal, uma dica honesta ou até um desabafo sobre o dia.
“Comecei por vender a amigas do ginásio, depois criei um Instagram para mostrar os meus favoritos da marca. Em seis meses, estava a faturar mais do que no meu emprego a tempo parcial”, conta Joana Carvalho, 34 anos, da Maia.
Para muitas mulheres, especialmente mães ou cuidadoras, a flexibilidade que esta atividade proporciona é o maior atrativo. Não há chefes, não há horários fixos, não há metas inatingíveis.
Pode-se trabalhar a partir de casa, em modo digital, ou presencialmente, num modelo que se adapta a cada rotina e fase da vida. Essa liberdade — que em contextos laborais convencionais ainda é um privilégio — aqui é regra.

Ao contrário do que se possa pensar, esta não é uma jornada solitária.
Muitas marcas oferecem formação contínua, sessões motivacionais, eventos e grupos de entreajuda. Algumas até promovem viagens de incentivo e prémios para as revendedoras com melhor desempenho.
“Há um sentido de comunidade incrível. Partilhamos dicas, resultados, experiências. Não há concorrência agressiva, há entreajuda”, diz Ana Rita Marques, que entrou para a Oriflame em 2022 e hoje já começa a criar a sua própria comunidade de consumidoras e revendedoras, também apaixonadas pelos produtos e negócio.
Não é apenas o saldo bancário que muda — muitas revendedoras relatam um aumento significativo na sua autoestima e segurança. Verem-se capazes de gerir encomendas, comunicar com clientes, organizar campanhas e até formar outras mulheres traz um sentimento de realização raro.

A ideia de que “isto não é para mim” desaparece rapidamente quando se atinge o primeiro objetivo, se recebe o primeiro elogio de uma cliente ou se vence o medo de mostrar o rosto nas redes sociais.
E o impacto não é apenas pessoal. São muitas as histórias de mulheres que, ao tornarem-se revendedoras, conseguiram apoiar financeiramente os filhos, pagar cursos, viagens ou até abraçar um novo rumo para as suas carreiras.
É precisamente isso que torna este fenómeno tão poderoso: a capacidade de gerar mudança.
Porque, como tantas mulheres dizem, ser revendedora não é só vender.
É abrir portas que antes pareciam fechadas. É criar relações que fortalecem. É encontrar uma nova versão de si mesma — mais confiante, mais realizada e mais livre.
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